por Daniel Fonseca

O Modernismo foi um movimento do início do século XX marcado pelo desejo pelo avanço, pela tecnologia e pela posse/consumo de bens.

A sua definição diz:

O Modernismo ou Movimento Moderno foi um movimento cultural que surgiu no começo do século XX, e seu objetivo era quebrar com o “tradicionalismo” da época, experimentando novas técnicas e criações artísticas.

O modernismo ficou marcado por transformações vertiginosas e caóticas, além da efemeridade e sensação de fragmentação da realidade. Os artistas modernistas sentiam a necessidade de mudar o meio em que viviam, experimentando novos conceitos.

Acreditava-se que as formas “tradicionais”  estavam totalmente ultrapassadas. Devia-se “criar” uma nova cultura, com o objetivo de transformar as características culturais e sociais já estabelecidas, substituindo-as por novas formas e visões.

A idéia era ótima e parecia o perfeito caminho para a evolução da humanidade. Infalibilidade própria das idéias ainda no campo das idéias. O problema começou ao se disseminar este conceito na sociedade, transformando-a em sociedade de consumo. Na política e na gestão pública, com a meta quase unânime de desenvolvimento econômico e crescimento do PIB das nações, até mesmo em detrimento da do bem estar das pessoas. Crescer para ser grande, rico e dominante.

Nada contra o crescimento e o avanço tecnológico. Ocorre que na prática, da forma descompromissada com que foi feito até aqui, o planeta demonstra claros sinais de esgotamento. O mesmo se mostra no contexto individual: stress, ansiedade, falta de tempo, desestruturação da família, solidão e depressão são tendências universais. Se a fórmula, aparentemente, deu certo para alguns não significou um avanço no bem estar da enorme maioria das populações.

Assim, no início do século XXI nasce o movimento Holístico. E sua influência na gestão de marcas com o Social Branding.

Sim. Mas o que o Moderno ou o Social Branding tem a ver com a gestão de marcas?

De uns tempos para cá, marcas como Itaú, Starbucks, Amazon, Chipotle, Johnson & Johnson, Natura passaram a trabalhar sua imagem e seus negócios em um campo mais sustentável. Continuam (e devem continuar) crescendo e lucrando. Contudo, há um pensamento holístico de que faz mais sentido ser uma marca querida em um mundo feliz, do que ser uma marca desejada em um mundo sombrio.

Interferências urbanas positivas, como as bicicletas do Itaú – repensando o conceito de mobilidade nas cidades, a sua distribuição de livros infantis para crianças, a promoção de ações culturais, são um bom exemplo desta tendência.

 

NATURA

 

CHIPOTLE