conselho

Participamos do conselho de seis empresas e temos acompanhado como a organização e a promoção de políticas de governança estimulam, organizam e promovem o crescimento organizacional.
Neste período econômico difícil pelo qual passamos, todas as empresas das quais participamos do conselho consultivo cresceram. Uma forte evidência da força desta prática de gestão.

No nosso caso, trabalhamos para melhorar o desempenho dos vetores competitivos:

  1. Gestão de Processos
  2. Gestão de Pessoas
  3. Desenvolvimento de Produto
  4. Eficiência da Comunicação/ Relacionamento com a Marca
  5. Aprimoramento da tríade: Vendas/ Atendimento/ Entrega
  6. Precificação
  7. Geração e Evidência de Valor Agregado

 

 

Por este motivo, recomendamos a leitura da matéria do estadão:

Criar conselho é essencial à governança (link)

CRIS OLIVETTE                   03 Setembro 2017 | 07h24

3.9-oport-Americo-Amorim-Escribo-foto-Felipe-Manga-768x512-1

 

Empresas jovens e startups que planejam alcançar alto potencial de crescimento podem acelerar esse processo instalando conselho consultivo ou conselho de administração.

“O conselho de administração é uma instância formal, seus membros são remunerados e podem ser responsabilizados juridicamente pelas decisões. Já o conselho consultivo não tem formalização jurídica e não remunera os participantes. É formado por pessoas experientes que contribuem com sugestões, explica o diretor da Inseed Investimentos, João Pirola.

O advogado que lidera a área de venture capital da Veirano Advogados, Guilherme Potenza, afirma que ter conselho na companhia é uma maneira de melhorar de forma geral sua administração.

“Os diretores prestam contas ao conselho e este, por sua vez, presta contas aos donos da empresa e investidores. Essa estrutura tem mecanismos que fazem com que a diretoria esteja constantemente sendo observada. O que é muito bom”, diz.

No mercado desde 2007, a Inseed já realizou investimento em mais de 50 pequenas empresas. “Nesses dez anos de atividade, verificamos que 70% dos negócios investidos não tinham conselho. Ou seja, apenas cinco possuíam conselho administrativo e 15 conselho consultivo”, conta Pirola.

Segundo ele, normalmente, empresas nascentes não têm recursos para bancar um conselho de administração. “Mas quando um investidor entra no negócio, o capital financeiro da empresa é dividido em ações e ela assume a figura jurídica de sociedade anônima (S/A). Nesse momento, parte dos recursos do aporte passa a ser destinado ao pagamento de conselheiros”

Potenza acrescenta que o conselho de administração em uma S/A já está previsto e regulado em lei. “Existem normas que orientam a maneira como os conselheiros são eleitos, bem como seus deveres e responsabilidades.”

Segundo eles, mesmo empresas pequenas que não planejam uma trajetória de crescimento agressivo, devem ter um conselho consultivo formado por pessoas externas e munidas de informação sobre estratégias e desempenho do negócio.

“Ter conselho consultivo é importante. Ele proporciona uma opinião diferente, vinda de alguém que não está na operação, além disso, ele não envolve custos e compromissos jurídicos e societários tão complexos quanto os de um conselho de administração”, ressalta Pirola.

Potenza frisa que as pequenas empresas deveriam utilizar mais o conselho consultivo para aproveitar a expertise e rede de contatos de pessoas-chave. “É uma contribuição extremamente benéfica que avança a agenda de negócios da empresa em vários anos.”

Experiência. Fundada em 2001, a empresa de tecnologia educacional Escribo recebeu aporte em 2010 e se tornou uma S/A. “Por sermos de pequeno porte, nosso conselho tem apenas três membros. Um representante dos sócios, um membro do fundo e outro externo, que é bem especializado em governança corporativa”, diz Américo Amorim, um dos fundadores.

O empreendedor afirma que o profissional de mercado observa o negócio com mais distanciamento, por não estar no dia a dia da operação e chama os sócios para a realidade. “Ele nos ajuda nas discussões, principalmente quando preparamos cenários para os próximos anos e discutimos o orçamento do ano seguinte”, conta.

Amorim diz que os conselheiros também fazem análise da auditoria independente que a Escribo realiza desde 2009 e aprovam as contas da companhia.
“Criar o conselho nos ajudou a formalizar tarefas que eram feitas de forma desestruturada e a seguir ritos oficiais que precisam ser feitos, como o planejamento anual. As reuniões ocorrem a cada dois meses.”

Especializada no desenvolvimento de sistemas de gestão de eficiência e planejamento energético, a Viridis foi fundada em 2013 e acaba de receber aporte de um fundo de investimento.

“Desde o início, montamos a empresa com estrutura jurídica de uma S/A, porque já tínhamos clareza de que iríamos buscar investimentos. Além disso, sempre reconhecemos o valor de ter essa opinião externa que proporciona uma oxigenação da gestão do negócio”, afirma o CEO, Thiago Turchetti Maia.

Ele acha importante ter uma provocação externa, alguém para trazer novas ideias e cobrar resultados. “Apesar de ser uma empresa jovem, a Viridis já nasceu com um conselho e com essa mentalidade.”

Segundo ele, seria muito confortável para uma empresa de capital privado, sem dívidas, cujos acionistas são os próprios executivos, tocar o negócio da sua própria forma.

“É confortável para o acionista majoritário não querer ser cobrado. Mas pensamos diferente. Os conselheiros nos cobram a execução de tudo o que foi planejado. Ter essa isenção entre os papéis é fundamental.”
Maia afirma que a empresa segue as orientações do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) que prevê a remuneração dos conselheiros.

“É importante atrair um bom conselheiro. A relação é quase como a de um casamento, pois tem de dar certo para os dois lados. O negócio tem de ter uma visão de construção em longo prazo, para que o conselheiro se dedique e saiba que será reconhecido por isso, caso a empresa consiga cumprir os objetivos. Ter maturidade na governança dos processos ajuda a atrair tanto os investidores quanto os conselheiros.”

‘ATINGIMOS METAS EM MENOS TEMPO’ 

A Chip Inside, de Thiago Martins e seis sócios, nasceu em 2010 dentro da Universidade Federal de Santa Maira, no Rio Grande do Sul.

Especializada no monitoramento em tempo real do comportamento e do ciclo reprodutivo do gado de leite, a tecnologia desenvolvida pela empresa coleta dados que detectam os níveis de ruminação, atividade e ociosidade do animal.

Martins conta que a empresa acaba de receber seu primeiro aporte. Temos sócios de várias áreas totalizando sete pessoas. Antes do aporte, nos reuníamos duas vezes por ano e chamávamos esses encontros de conselho.”

Nessas ocasiões, os sócios avaliavam o andamento da empresa e desafios futuros. “Mas nunca tivemos um conselho administrativo formal, que é muito mais estratégico”, avalia.
Com a entrada do fundo, a transformação do negócio em S/A e também pela necessidade de profissionalização da gestão, a Chip Inside instituiu o conselho em março de 2017.

O conselho é formado por um dos sócios, um representante do fundo de investimento e um conselheiro externo, vindo do mercado. “Esse profissional trouxe uma visão diferente para o negócio. Mantemos encontros mensais. Essa rotina está fazendo com que as metas de médio prazo sejam alcançadas no curto prazo.”

Martins afirma que o conselho administrativo está agregando muito ao negócio. “Conseguimos estruturar todo o plano de ação de maneira muito mais objetiva e organizada. Com os encontros mensais estamos percebendo claramente para onde a empresa está indo e como está sendo a evolução do que foi planejado.”

Sem ordens. Segundo ele, ter um conselho formal não significa ter pessoas que comparecem uma vez por mês na empresa para dar ordens. “Acredito que o papel dos conselheiros é decidir junto com os sócios, auxiliar o negócio com sua rede de relacionamento, atuar nos bastidores em prol da empresa, observar os concorrentes, entre outras funções.”

O empreendedor afirma que apenas o conselheiro externo é remunerado. “Sem o aporte do fundo, não teríamos recursos para arcar com esse investimento”, diz.

Martins conta que a meta até o final do ano é chegar a cinco mil animais monitorados. Hoje, o monitoramente atinge dois mil animais. “Em cinco anos queremos monitorar entre 80 mil e 100 mil animais.”

Ele diz que a troca mensal de ideias é um dos principais benefícios decorrentes da criação do conselho. “Esse brainstorming resulta em sugestões que fazem toda a diferença. E isso só é possível se estivermos debatendo ideias periodicamente.”

Segundo ele, a rotina das reuniões envolve a avaliação do que foi feito, uma espécie de prestação de contas. “Os debates sobre novas ações ocorrem na última etapa do encontro.”

Fonte: http://economia.estadao.com.br/blogs/sua-oportunidade/criar-conselho-e-essencial-a-governanca/